'Fomos acusados de salvar uma parte dos políticos', diz promotor da Mãos Limpas

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Estado de São Paulo


Percamillo Davigo afirmou, durante Forum Estadão Mãos Limpas & Lava Jato, que houve ‘violenta’ campanha contra investigações sobre corrupção na Itália

O promotor à época da Operação Mãos Limpas Percamillo Davigo  afirmou, nesta terça-feira, 24, que a grande investigação – iniciada nos anos 80 – contra empresários e políticos, começou a sofrer ataques da imprensa e dos políticos em uma campanha ‘violenta’ com uso dos meios de comunicação. “Fomos acusados de ter salvado uma outra parte da política, como os integrantes do partido comunista”.

“Não se conta como as pessoas são verdadeiras ou não, o que importa é como são contadas. E de tão contadas elas viram verdade”, relata.

Segundo o promotor, na Itália, a imprensa italiana é influenciada pela classe política. “Nós não temos na Itália editores puros que fazem só jornalismo ou só televisão”.

Ele relata ainda que foi feita uma ‘violentíssima’ campanha contra as investigações que pegaram grandes empresários e políticos italianos. “A ideia para processar alguém precisa prender todos os outros é uma grande besteira”, afirma, sobre acusações contra a Mãos Limpas.

O promotor ainda reiterou que os corruptos italianos conseguiram manter um cenário de ‘impunidade’ após a Mãos Limpas. “Se todos têm medo de serem condenados, significa que não vivem normalmente se cometerem crimes.”

O promotor é um dos convidados do Fórum Mãos Limpas & Lava Jato, promovido pelo Estadão e pelo Centro de Parceria de Políticas Públicas (CDPP).

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