Para Ilan, 2022 será "complicado" diante de cenário eleitoral e possível alta de juros no mundo

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Ilan Goldfajn, Valor (publicado em 14/12/2021)

“A percepção é que precisamos ajustar a âncora fiscal”, afirmou durante evento promovido pelo TCU

O ex-presidente do Banco Central (BC) Ilan Goldfajn destacou

nesta terça-feira que 2022 será um ano “complicado” frente à necessidade de

combate à inflação em um cenário eleitoral no país e de possível alta dos juros

no mundo.

“Tem a chance de o ano que vem ser um ano difícil. A percepção é que precisamos ajustar a âncora fiscal”, disse em evento sobre política monetária promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Entre as recomendações para o próximo ano, Ilan enfatizou a

importância das expectativas. Ele defendeu que, historicamente, elas têm ajudado

muito a política monetária no combate à inflação e acrescentou que a

flexibilização deve vir apenas depois de reancoradas as expectativas.

O ex-presidente do BC disse ainda que não há necessidade de seguir mecanicamente o Fed e defendeu que a autoridade monetária tem que admitir que há coisas que não consegue fazer. “Não consegue substituir uma âncora fiscal, substituir um problema de incerteza nas instituições, nas regras do jogo.” O que a autoridade pode fazer, acrescentou, é não deixar que essas incertezas se reflitam em uma inflação mais alta.

Link da publicação: https://valor.globo.com/financas/noticia/2021/12/14/para-ilan-2022-sera-complicado-diante-de-cenario-eleitoral-e-possivel-alta-de-juros-no-mundo.ghtml

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