'Pressão sobre o câmbio tem nome e sobrenome: Luiz Inácio Lula da Silva', diz Schwartsman

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Estadão

As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta sexta-feira, 28, foram as responsáveis pela escalada registrada pelo câmbio, avalia Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central e consultor da A.C. Pastore & Associados.

“Foi ele começar a falar e o dólar começou a subir”, pontua o economista, que frisa que não houve nenhum fator externo com força o suficiente para justificar o movimento.

Nesta manhã, Lula voltou a criticar o nível atual da taxa básica de juros e disse que quando indicar o novo presidente do BC será construída uma nova filosofia na autarquia. O presidente também afirmou que o governo está fazendo uma análise sobre os gastos públicos, para verificar se há exageros ou desperdício em alguma área, mas disse que essa avaliação ocorre sem considerar os humores do mercado.

O dólar abriu o pregão desta sexta em queda de 0,25%, mas logo inverteu o movimento e começou a subir. Às 14h09, a cotação saltava 1,46%, para R$ 5,5718. Na máxima da manhã, bateu R$ 5,58. A última vez em que a moeda americana fechou acima desse patamar foi em 10 de janeiro de 2022.

Para Schwartsman, a chance de o governo concretizar um ajuste pelo lado do gasto neste ou nos próximos anos é “zero”.

O economista avalia que reações do mercado como a vista nesta sexta tendem a continuar enquanto o presidente seguir fazendo declarações parecidas. “Enquanto o presidente continuar a falar ‘cretinices’, o mercado reagirá negativamente.”

Link da publicação: https://www.estadao.com.br/economia/pressao-sobre-cambio-lula-schwartsman/

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